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Cidades históricas de Minas Gerais que você precisa visitar

15 minutos para ler

Atual segundo estado mais populoso do Brasil e o quarto com maior território, Minas Gerais é considerado um dos locais com maior importância histórica no país. Desde o final do século XVII, com a descoberta do ouro, o estado tem grande relevância na economia nacional.

Justamente pelo fato de ter um destaque precoce, ainda no Período Colonial, Minas conta com várias cidades históricas, as quais atraem muitos turistas, que vem às cidades mineiras para apreciar a sua rica história e gastronomia, muito elogiada em todo o país.

Assim, veja a seguir 8 importantes cidades históricas de Minas Gerais para você viajar de carro por alguns dias e conhecer melhor esses lugares que marcam a memória brasileira! Acompanhe.

1. Mariana: a primeira capital de MG

Nada melhor do que começar a sua viagem em Minas pela sua primeira capital, não é verdade? Mariana foi uma das principais cidades do período aurífero do século XVIII. Hoje em dia, sobrevive mais do turismo e da extração de minérios.

Essa localidade tem um dos maiores acervos do barroco brasileiro: várias obras de Aleijadinho podem ser encontradas lá. Além disso, há uma grande quantidade de cachoeiras, como a de Brumado. Igualmente, outro local válido de ser visitado em Mariana é a estrada de ferro entre ela e Ouro Preto. Construída em parceria com a empresa Vale, o trajeto possibilita conhecer a fundo essa região.

A área também é interessante para os amantes de esportes radicais. São diversas montanhas que podem ser aproveitadas por praticantes de mountain bike e montanhismo. Além disso, Mariana se destaca por ser próxima a Ouro Preto, outro importante núcleo turístico.

Praça Minas Gerais – Foto: Blog Vida Sem Paredes

2. Ouro Preto: a cidade onde os sinos dobram

Um dos principais municípios do Ciclo do Ouro é Ouro Preto, a antiga Vila Rica. Fundada pelos bandeirantes, Ouro Preto recebeu, em 1980, o título de Patrimônio Mundial pela Unesco. Contudo, já era considerada Patrimônio Nacional em 1938.

A cidade é famosa nacionalmente por sua arquitetura ainda ser do Período Colonial, o que explica sua importância histórica. Portanto, conhecê-la é de fundamental importância para quem deseja compreender melhor a história do Brasil.

Nela, estão várias das principais obras de Aleijadinho, artista do barroco. A Igreja de São Francisco de Assis é uma das principais delas. Em Ouro Preto, ainda há o famoso Museu da Inconfidência, que conta também com várias obras de Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde.

Além do turismo baseado em aspectos históricos, Ouro Preto se destaca no ecoturismo. Com um relevo marcado por montanhas, cachoeiras e trilhas, essa cidade atrai muitos fãs de esportes radicais e pessoas interessadas em aventura.

3. Tiradentes: a cidade com nome de mártir

Após conhecer as maravilhas de Mariana e de Ouro Preto, você pode viajar de carro para Tiradentes. O município recebeu esse nome após a Proclamação da República. O nome anterior, São José Del-Rei, era de um monarquista. A mudança de nome para um republicano tem, portanto, viés ideológico e político.

Na cidade, você pode visitar a Matriz de Santo Antônio, uma igreja em ouro. Ademais, há importantes outras obras, como a Casa da Cultura, com acervos referentes ao Período Colonial.

No município existe também o Chafariz São José, a Capela Senhora do Rosário e a casa do Padre Toledo, um dos mais célebres participantes da Inconfidência Mineira. Assim, é evidente que visitar Tiradentes é mergulhar na história da Inconfidência de 1789 e no período aurífero brasileiro.

Contudo, esse município não se limita ao turismo histórico. Recentemente, Tiradentes presencia vários eventos, como o Festival de Cultura e Gastronomia, além da Mostra de Cinema.

4. São João Del-Rei: a cidade dos sinos

Após visitar a belíssima Tiradentes, nada melhor do que viajar para São João Del-Rei. O município, que ainda tem nome imperial, é conhecido nacionalmente por ser o local de nascimento de várias pessoas ilustres. Tancredo Neves, eleito presidente do Brasil em 1985, e Otto Lara Resende, escritor, são exemplos desses personagens famosos.

Além disso, ainda há Francisca Paula de Jesus, beata que está prestes a ser canonizada. Com isso, pode-se perceber que São João Del-Rei é importantíssima em aspectos religiosos.

Além de religioso, esse município é um importante centro universitário. A Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) é um exemplo que justifica esse fato. Apesar de tudo isso, o que mais chama atenção nessa cidade ainda é a sua importância histórica.

Nela, existem vários locais possíveis de serem visitados. O Memorial Tancredo Neves é um fabuloso lugar para aqueles que buscam conhecer a vida de um dos políticos mais importantes da história do Brasil. Ademais, é válido destacar o Fortim dos Emboabas, a Igreja São Francisco de Assis e o Teatro Municipal. Ainda há o Museu de Arte Sacra e a Biblioteca Nacional Baptista Caetano d’Almeida.

Para os amantes de ferrovias, há o Museu Ferroviário. Tombado pelo Iphan, esse patrimônio tem fantásticas locomotivas usadas ainda no Período Imperial. Dom Pedro II, inclusive, já utilizou essa ferrovia.

5. Congonhas: uma das grandes cidades históricas de Minas Gerais

Depois de conhecer o maravilhoso município de São João Del-Rei, que tal um passeio para Congonhas? Mais uma cidade extremamente ligada ao barroco, ela reúne a obra mais famosa de Aleijadinho: as imagens dos doze profetas.

Esculpidas em pedra-sabão, elas representam um dos maiores símbolos do barroco mundial e são intensamente visitadas por turistas. O sucesso dessa obra justifica, inclusive, o apelido de Congonhas: a cidade dos profetas.

Além disso, em Congonhas ainda há o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, o Museu da Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é considerado, desde 1985, um Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Tal fato eleva a importância de conhecer essa cidade da história brasileira.

6. Sabará: mais uma cidade da Estrada Real

Sabará tem mais de 300 anos de história e se destaca, principalmente, pela riqueza cultural e pelas belezas de sua arquitetura, que remete ao período do ciclo do ouro. Na cidade, se destacam ainda os eventos gastronômicos, que ressaltam os ingredientes locais e que, pode ter certeza, são imperdíveis.

Em seu centro histórico, estão presentes algumas construções que, segundo historiadores, são do século XVIII. Entre elas, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, considerada um esqueleto de pedra abandonado a partir da abolição da escravatura. Encontra-se, também, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde estão abrigadas obras de Aleijadinho.

Além delas, você pode visitar a Igreja de São Francisco, toda feita em alvenaria de pedra e dedicada à padroeira dos franciscanos, Nossa Senhora Rainha dos Anjos. É uma variedade de igreja secular imperdível dessa gostosa cidade mineira. E o melhor: bem pertinho de Belo Horizonte, sendo considerada região metropolitana de nossa capital.

Como você pôde perceber, a religião é um dos principais fatores que atrai turistas para as cidades da Estrada Real. E a Semana Santa é um dos principais eventos que atinge seus visitantes. Uma tradição da Igreja Católica é celebrada na cidade desde os anos 1700. No centro histórico, acontecem missas, procissões, encenações e grandes celebrações.

Como dissemos, os festivais de gastronomia são outros atrativos da cidade. Anualmente, acontecem dois eventos importantes: o Festival do Ora-Pro-Nobis e o da Jaboticaba.

O primeiro é considerado um dos mais tradicionais da região e acontece no mês de maio. O Ora-Pro-Nobis, hortaliça muito comum em Minas, acompanha diversos pratos, como costelinha e frango. O segundo movimenta toda a cidade no mês de novembro, com degustação da fruta, além de geleias, compotas, doces, rocamboles e outras variações à base dela.

Percebeu quanta coisa incrível tem em Sabará? Não deixe de incluí-la em seu roteiro por Minas!

Coreto da Praça Santa Rita – Foto: Blog Pelas Estradas de Minas

7. Brumadinho: berço do maior museu a céu aberto do mundo

Cheia de histórias e a apenas 60 km de Belo Horizonte, além de ser berço do maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo: Inhotim. Devido a esse ponto turístico, ganhou os olhares do Brasil e do mundo, principalmente em 2018, ano em que foi cenário de uma série brasileira do streaming Netflix, chamada 3%.

Cidade ainda pouco explorada pelo turismo, é possível visitar a Serra da Moeda, no Vale do Paraopeba. Uma parada obrigatória para todos os amantes de esportes de aventura que estão em busca do que fazer nos céus de Brumadinho. Lá, você encontra Asas-delta, parapentes e até mesmo balões que colorem os céus da região nas tardes da cidade.

E é justamente de sua área de decolagem, a 1.450 metros acima do nível do mar, que encanta os olhares dos turistas e curiosos: é lá que está todo o encanto da Serra. Ela abriga duas rampas naturais com uma boa inclinação para a prática do voo livre. No entanto, é necessário contratar escolas especializadas que oferecerão cursos de parapentes e voos duplos, acompanhados pelo instrutor.

Depois de muitos séculos, o município ainda mantém as raízes da cultura afro-brasileira. As comunidades de Ribeirão, Marinhos, Rodrigues e Sapé formam a Região Quilombola que, segundo relatos de historiadores, surgiu em meados do século XVIII, quando um dono de escravos e importante fazendeiro da região doou uma parte de sua propriedade a um de seus escravos.

E, para quem curte um bom dedo de prosa, além da qualidade e da tradição das bebidas da região, a Rota da Cachaça é parada obrigatória. O visitante tem a chance de conhecer alguns dos produtores locais de cachaça e vê bem de pertinho a produção artesanal da bebida.

Quem escolhe esse roteiro pode, ainda, experimentar todos os sabores e prazeres proporcionados pelo estilo de vida bem privilegiado à encosta da Serra, com uma beleza cênica peculiar.

E, como mencionamos Inhotim, não podemos deixar de explicar um pouco mais sobre essa importante parada cultural do nosso estado. Considerada atualmente a maior atração da região, o local agrada até mesmo aqueles que não curtem muito museus.

O espaço combina os mais importantes acervos de arte contemporânea do país, além de contar com um extraordinário jardim botânico. O ideal é reservar dois dias para visitar o local, afinal, são mais de 100 hectares com o que há de mais bonito. Nossa dica é que, em um dia, visite as obras e, em outro, aprecie a beleza da natureza e do jardim.

As galerias têm obras assinadas por mais de 200 artistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros. Contam, ainda, com exposições de pinturas, desenhos, esculturas, vídeos e fotografias. Enfim, é uma preciosidade cultural que Minas preserva e que encanta o país inteiro.

8. Diamantina: terra de Chica da Silva

A partir do brilho de uma pequena pedra preciosa, nasceu Diamantina. Ainda no século XVII, os bandeirantes chegaram e fizeram suas primeiras lavras, no córrego do antigo Arraial do Tijuco. Segundo relatos, a luz que aparecia nas águas dos rios da cidade brilhava tanto que logo chamaram a atenção dos desbravadores. O objetivo era encontrar ouro, mas acabaram encontrando diamantes.

Cidade natal de uma das figuras mais icônicas da nossa história, Chica da Silva, que se transformou em uma importante figura da região, Diamantina abriga muitos mitos e histórias.

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo é conhecida como uma das obras-primas de nossa arquitetura. Seu interior, de tão requintado, foi concluído em um período de 20 anos. A torre única chama a atenção de visitantes e historiadores. Naquela época, os escravos podiam entrar apenas nessas igrejas.

Segundo relatos históricos, o contratador de diamantes José Fernandes de Oliveira construiu este monumento para que Chica da Silva pudesse frequentar à vontade.

Quem passar por Diamantina pode conhecer, ainda, a Casa Museu Chica da Silva, a Casa Museu Juscileno Kubitsheck (também natural da cidade), além das igrejas, do mercado municipal e de deliciosos bares e restaurantes. Imperdível, não é mesmo?

Conjunto Arquitetônico e Urbanístico Diamantina – Foto: Site Prefeitura de Diamantina

9. Bichinho: o polo das produções artísticas e do comércio

Bichinho é distrito do município de Prados. Localizado a 7 km de Tiradentes, é uma das menos conhecidas quando falamos das cidades históricas de Minas Gerais. No entanto, ela nos surpreende com as suas obras e suas belezas. Atualmente, o local é conhecido pelas diversas opções de comércio com preço justo.

A sua história é do início do século XVIII, logo na descoberta das jazidas de ouro na região de São João Del-Rei. No entanto, é mais conhecida pelo turismo de comércio e arte. Pessoas de toda a região procuram a cidade devido às suas opções de produtos, além da sua importância artística.

No início de 1990, o artista plástico Toty se instalou na região e abriu o seu ateliê. Com isso, deu-se início a um movimento artístico na região. Grandes artesãos se formaram e artistas de todo o estado foram atraídos para o local. Hoje, Bichinho é uma grande atração artística entre as cidades históricas de Minas.

10. Catas Altas: a mais singela cidade mineira

Da Serra do Caraça é possível ter a vista das casinhas coloridas de Catas Altas. O município com aproximadamente 5 mil habitantes oferece passeios maravilhosos pela paisagem que cerca o local, além de sítios históricos e belas igrejas. A sua história se inicia no século XVIII com a descoberta das jazidas de metais preciosos na região.

Na praça principal é possível desfrutar do cenário encantador das casinhas coloridas. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição fica rodeada delas, o que deixa o passeio ainda melhor. Outra atração da cidade, a Igreja Santa Quitéria, construída no século XVIII, reserva um belo cenário aos seus visitantes.

Uma das mais singelas cidades do interior de Minas, Catas Altas possui atrações que encantam. No entanto, uma das principais é o Bicame de Pedra. O lugar está a 12 km do Centro Histórico da cidade e é todo construído em pedras encaixadas. Era usado para levar água da Serra da Caraça até Catas Altas. A Estrada Real é ponto de passagem do local.

11. Serro: a cidade especialista na produção de queijo

Se você gosta dos queijos mineiros, Serro é a visita certa. O queijo mais tradicional brasileiro sai de lá, e é tão bom que se tornou Patrimônio Imaterial do Brasil. No entanto, nem só de queijo vive Serro. A cidade possui uma bela história que está destacada nos casarões coloniais, além de ter uma bela paisagem.

Essa bela cidade histórica do interior de Minas Gerais é encantadora. Um de seus principais pontos é a escadaria de pedra que leva até a Igreja de Santa Rita. Lá do alto é possível ter uma vista incrível do local.

As igrejas ganham destaque em Serro e valem a pena a visita. Além disso, se você é amante de história e de arquitetura, não pode deixar de visitar o Sobrado da Prefeitura Municipal, a Chácara do Barão do Serro e a Casa do Barão de Diamantina. Todos esses lugares carregam a história em suas construções.

Praça Santa Rita – Foto Prefeitura do Serro

Como você pôde perceber, são muitas as cidades históricas de Minas Gerais para incluir em seu roteiro. A partir de nossas dicas, é possível escolher aquelas que mais agradam ao seu perfil e fazer um delicioso passeio nas suas folgas ou férias.

E, para que tudo saia dentro do esperado, faça um roteiro caprichado, ok? Afinal, para que a viagem seja inesquecível, é necessário um bom planejamento na hora de definir seus destinos.

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