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Como fazer o controle dos pneus da frota de modo eficaz?

12 minutos para ler

Efetuar um bom controle de pneus de frotas é essencial para garantir o sucesso da movimentação de cargas. Segundo uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 61% do total de locomoções usa a malha rodoviária, principalmente pelo custo menor (tanto para carga quanto para pessoas) e pela rapidez (quando se trata de cargas). Ainda que o uso seja recorrente, poucos são os gestores que efetuam um bom controle dos pneus.

A infraestrutura deixa a desejar e a manutenção também não acontece como deveria. Por esse motivo, a manutenção dos carros, incluindo o controle dos pneus da frota, deve ser feita regularmente, dando especial atenção aos pneus da frota.

Empresas com grandes frotas e que estão diariamente presentes nas estradas têm altas despesas com a manutenção dos veículos. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Engenharia de Produção, 18,7% do total de gastos de uma transportadora estão relacionados aos pneus.

A infraestrutura das rodovias é algo que evolui a passos lentos e infelizmente as companhias não podem esperar que os buracos sejam fechados para que comecem a conter tais gastos. Além disso, um bom controle de pneus garantirá maior competitividade ao seu negócio.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo e descubra!

O que é e como funciona um controle de pneus?

De forma geral, o controle de pneus consiste no acompanhamento frequente do desempenho dos pneus e seus componentes de cada veículo da frota. Essa atividade é feita pelo gestor de frota, que definirá quais aspectos dos pneus serão analisados e qual será a periodicidade da revisão.

Normalmente, os fabricantes de pneus informam a quilometragem estimada de cada pneu até que ocorra o consumo excessivo. Com esse controle, o negócio conseguirá saber a localização dos pneus quando é mais adequado fazer manutenções, como é o rendimento de cada pneu, qual é o nível de desgaste no pneu de acordo com cada viagem, entre muitas outras informações importantes.

Qual a relevância desse controle?

Os pneus são responsáveis por uma grande parte dos custos operacionais da frota e normalmente fica entre 12% e 18%. Entretanto, os pneus impactam diretamente em outros custos da frota, como combustível, riscos de acidentes, vida útil de outras peças do veículo, entre outros. Por exemplo, um pneu muito desgastado pode requisitar mais do motor, o que aumenta o consumo de combustível.

Fabricantes disponibilizam informações sobre o tempo da vida útil de seus pneus, indicando qual é a quilometragem que precisa ser rodada para saber quando eles devem ser substituídos. Entretanto, esse período pode alterar dependendo de muitos fatores, como qualidade do pneu, periodicidade das manutenções, postura na direção do motorista e mais.

Empresas que não dedicam tempo ao controle dos pneus acabam por sofrer com muitos custos e prejuízos no dia a dia da empresa. Por outro lado, um controle de pneus completo e adequado traz vários benefícios para a frota, como:

  • economia: diferentes gastos são minimizados, incluindo combustível, necessidade de trocar peças, entre outros;
  • segurança: há menos riscos de que ocorram problemas com pneus na estrada ou de que o motorista incorra em acidentes;
  • otimização: o gestor poderá administrar manutenções, rodízios, compra de pneus e outras atividades de forma mais otimizada e eficiente.

Como fazer o controle de pneus de frota?

Essa atividade pode ser feita tanto pela anotação de planilhas manuais (por Excel ou papel físico) como por meio de um sistema de gestão especializado para frotas. Na prática, o gestor deverá estabelecer quais são os aspectos dos pneus que serão analisados e quais são os custos de cada operação, o que envolve:

  • rodízio;
  • reforma;
  • recapagem;
  • vulcanização;
  • balanceamento;
  • troca das bandas de rodagem;
  • cadastro de informações dos pneus;
  • conserto por meio de macarrão (plug);
  • necessidade de compra de pneus novos.

Você pode tornar o controle ainda mais completo, registrando fatores como veículos e motoristas que mais desgastam os pneus, qualidade dos fornecedores, quais marcas de pneus proporcionam melhor custo-benefício, entre outros.

No fim, o gestor ainda deve elaborar um relatório com todos os dados relevantes, os gastos sumarizados e suas conclusões, permitindo que ele e os demais administradores tomem as melhores decisões para reduzir os gastos e melhorar o controle dos pneus. Para que você tenha uma visão clara de como o controle deve ser feito no campo prático, nos tópicos abaixo explicamos de forma detalhada cada operação envolvida nessa atividade.

Cadastro dos pneus da frota

Ser bem informado e ter conhecimento sobre os fatores que influenciam seu negócio traz a possibilidade de uma melhor análise dos dados. Assim, a tomada de decisão se torna mais fundamentada.

Ter um cadastro bem detalhado de cada pneu usado por sua frota pode ajudar a levantar dados sobre a vida útil e os demais problemas referentes à qualidade e à segurança. Tais questões se relacionam com as marcas dos pneus comprados e com cada veículo. É importante que as informações levantadas estejam condizentes com as unidades que compõem a frota.

Alguns dados, porém, são essenciais e aplicáveis na maioria dos casos, como:

  • data e local da compra;
  • modelo do pneu;
  • dimensões;
  • desenho;
  • marca;
  • cadastro de chassi;
  • chassi base;
  • número de identificação, entre outros.

Com todos esses pontos, a aplicação dos rodízios e o controle dos problemas de qualidade podem ser facilitados. Ainda, a planilha ou o sistema de cadastros será alimentado com informações como histórico de qualidade de marcas, preços pagos por pneu e dados do histórico de manutenção.

Rodízio dos pneus

O rodízio é uma ação indicada pelos próprios fabricantes de pneus para prolongar a vida útil desses objetos e manter a segurança nos veículos. Também, é uma atitude que colabora para o funcionamento adequado do sistema de suspensão e das peças gerais do motor.

Isso porque é sabido que os quatro pneus de um veículo se desgastam em níveis distintos, sendo os dianteiros mais afetados que os traseiros. Tal diferença ocorre, primeiramente, devido à movimentação dos eixos do veículo — que é maior na parte da frente. Além disso, o peso que a parte dianteira sofre com as frenagens é maior e, em alguns casos, a tração é feita nesse mesmo local.

Portanto, o ideal é que seja feito um monitoramento rigoroso e, quando necessário, exista a inversão dos pneus dianteiros para a posição traseira, de acordo com a forma indicada para cada automóvel e para cada tipo de pneu. Ainda, é preciso estar atento ao fato de que, no momento do rodízio, os pneus dianteiros devem ir para o eixo traseiro obedecendo uma linha reta. Ou seja, o pneu da direita fica na direita e o da esquerda permanece na esquerda.

Contudo, quando os traseiros são colocados para frente, o que estava posicionado na esquerda passa para a direita e este deve ser colocado na esquerda. A exceção ocorre no caso dos pneus unidirecionais, que devem ser trocados sempre em linha reta. Sendo assim, fazer o rodízio entre os pneus da frota possibilita manter o desgaste equilibrado e reduzir o uso de combustível.

Manutenção

Para garantir a segurança do transporte e a eficiência dos veículos, a manutenção da frota precisa estar em dia. Trata-se de um gasto que todas as transportadoras devem ter para oferecer um serviço de qualidade aos clientes. Para fazer o tipo de manutenção correto é preciso fazer um planejamento adequado, que permita identificar se o veículo necessita de manutenção corretiva, preventiva ou preditiva.

A corretiva é aquela para corrigir um problema já existente, que normalmente indica a substituição completa ou parcial de itens. Já a preventiva é feita periodicamente, sem que necessariamente a frota apresente defeito aparente, e serve para avaliar os equipamentos e seu desempenho, evitando um dano maior. Enquanto isso, a preditiva tem como objetivo analisar as condições reais do veículo na fase inicial de alguma falha.

Calibragem, alinhamento e balanceamento

Calibrar o pneu de forma errada pode fazer com que o tempo de vida útil da peça seja reduzido. Com a pressão baixa, por exemplo, os pneus ficam mais sensíveis a danos nas laterais ao sofrerem impactos.

Quando há excesso de pressão, existe um grande risco de estouro do pneu, de uma frenagem menos eficiente ou de uma derrapagem. Esses fatores podem fazer com que aconteçam graves acidentes. Assim, a melhor opção é estar atento a esse fator, garantindo que o procedimento seja feito da maneira correta. A calibragem correta ainda impactará em um menor consumo de combustível.

Além desse fator, o alinhamento e o balanceamento também podem influenciar a qualidade e a boa administração dos pneus. O recomendado é que ambos sejam verificados a cada dez mil quilômetros rodados. Há, ainda, outras situações capazes de demonstrar a necessidade de tal tipo de manutenção, como: perda de tração nas rodas, desgaste irregular dos pneus e vibrações fora do comum durante a viagem.

Troca de pneus

Uma das etapas que faz parte do controle dos pneus da frota, é a troca. Por isso, é fundamental saber identificar os sinais e o momento certo para a substituição, evitando gastos desnecessários ou mesmo atitudes negligentes para a segurança dos funcionários da empresa.

A maneira mais indicada de fazer esse monitoramento é observar como está a profundidade dos sulcos na borracha, que sofrem desgaste do tempo. Na prática, é preciso observar aquela pequena elevação, chamada de treadwear, que fica entre os frisos do pneu. Caso, sulco e elevação estejam na mesma “altura” é hora de trocar os pneus.

Motoristas treinados

Para conseguir ter o máximo de controle dos pneus da frota, você pode contar com os motoristas. Uma das formas é mantê-los informados sobre as condições das estradas, a calibragem correta e até mesmo sobre a frenagem, um dos elementos que contribui para o desgaste dos pneus.

Assim, o gestor pode contar com os funcionários que trabalham diariamente e diretamente com a frota. As recomendações podem ser passadas por meio de treinamentos sobre como evitar freadas bruscas e como dirigir em uma velocidade segura.

Controle dos pneus da frota

Um dos fatores favoráveis ao monitoramento diz respeito a entender de maneira adequada os gastos gerais com a frota, tendo em vista que a aquisição de pneus não se trata de pouco investimento.

Esse controle também possibilita buscar soluções de redução de custo, acarretando em economia para a empresa. Sem falar na segurança dos motoristas, da carga transportada e dos próprios clientes que terão a garantia de uma entrega eficiente.

Uso de softwares de controle

A adoção de um software de gestão de frotas facilita as atividades de controle de todos os detalhes dos veículos — inclusive dos pneus. O software tem como objetivo tornar a análise dos dados mais precisa e auxiliar a tomada de decisão.

Com foco nos pneus, o sistema simplificará o cadastro, permitindo mais detalhes. Já a possibilidade de relacionar cada pneu com os veículos da frota poderá:

  • exibir um histórico dos problemas de qualidade;
  • mostrar os motivos pelos quais as falhas aconteceram;
  • acionar avisos para a troca dos pneus, manutenção e verificação da porcentagem de vida útil.

O controle das necessidades relacionadas aos pneus ficará mais prático e trará maior segurança aos resultados da empresa. Mas manter um domínio total de sua operação é algo minucioso.

A importância da tecnologia

Utilizar a tecnologia para automatizar algumas atividades vai gerar uma economia de mão de obra e fará com que os colaboradores tenham mais tempo para desempenhar atividades estratégicas. Além disso, diminuindo atividades manuais, os possíveis erros também são reduzidos.

Quando se trabalha com transportes, a principal garantia a ser oferecida aos clientes é a segurança — tanto para a movimentação de pessoas quanto para a movimentação de cargas.

Para ofertar isso com firmeza, as empresas precisam ter o controle de cada detalhe de seus veículos, principalmente dos pneus da frota. Vale lembrar que eles podem ser os causadores de graves acidentes durante o deslocamento.

O controle eficaz dos pneus da frota traz mais um grande benefício: a redução de custos. Sabendo da situação de cada um e tendo as informações corretas em mãos, decisões referentes a trocas e manutenções podem ser tomadas de forma mais concisa.

Uma boa forma de manter esse controle eficiente é utilizando a terceirização. Faça um levantamento dos custos e compare-os com seus gastos atuais. Na maioria das vezes, ao contratar uma terceirizada, os valores envolvidos na manutenção e na depreciação tendem a ser menores.

Os custos das trocas de pneus serão reduzidos, visto que, com o controle e o equilíbrio do desgaste, a vida útil se prolongará. As despesas de manutenção também vão diminuir e ser observadas de modo preciso, exatamente quando forem necessárias.

Agora que você já sabe como fazer o controle dos pneus da frota, que tal compartilhar este conteúdo e dividir as informações com os seus amigos das redes sociais? Até a próxima!

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